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Prefeito de Turilândia e primeira-dama se apresentam na polícia e descem para Pedrinhas

dias depois da Operação Tântalo II e de ser considerado foragido, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, se apresentou, nesta quarta-feira (24), na Delegacia Geral de Polícia Civil do Maranhão, em São Luís.

Paulo Curió se apresentou juntamente com a primeira-dama, Eva Curió, e a ex-vice-prefeita de Turilândia. Todos foram alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão, que investiga um esquema de desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

Com isso, todos os mandados foram cumpridos com as prisões do prefeito, da vice-prefeita, e todos os vereadores do município que, segundo o Ministério Público, são parte de uma organização criminosa que desviou recursos públicos.

“Na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou através de parentes”, afirmou o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Fernando Berniz.

Após ser preso, Paulo Curió e a vice, Tânia Mendes, serão encaminhados para a Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís, para cumprir prisão preventiva. Já os 11 vereadores tiveram a prisão preventiva convertida para domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.

E  prefeito de Turilândia nunca se manifestou publicamente sobre as graves denúncias.

 

Veja quem são os 21 alvos de prisão da operação do Gaeco que mira prefeito, vice, primeira-dama e todos os vereadores de Turilândia

Paulo Curió e Eva Curió sorriem durante cerimônia de posse em Turilândia. Ele usa terno azul escuro e faixa de prefeito; ela veste roupa clara e tem cabelos castanhos com mechas loiras.

A desembargadora Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão, determinou a prisão preventiva de dez pessoas e a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica de outras 11 na nova fase da Operação Tântalo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público do Maranhão nesta segunda-feira (22).

Entre os principais alvos estão o prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), e sua esposa, a primeira-dama Eva Curió; a vice-prefeita Tanya Mendes (PRD) e o marido dela; a ex-vice Janaína Soares Lima e o marido dela; além de todos os 11 vereadores da cidade, que teriam recebido propinas em troca de apoio político e omissão na fiscalização das contas do Executivo.

Também foi determinado o afastamento cautelar das funções públicas do prefeito, da vice-prefeita, da pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira e da chefe do Setor de Compras, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes. O contador Wandson Jonath Barros, apontado como operador financeiro do esquema, teve a suspensão de suas atividades econômicas decretada. A Justiça ainda autorizou o bloqueio de R$ 22,3 milhões nas contas dos investigados e determinou a suspensão de pagamentos e a proibição de novas contratações com as empresas investigadas.

Ao todo, a Operação Tântalo II cumpriu também 51 mandados de busca e apreensão e mira ainda dez empresas ligadas ao esquema. Quase R$ 2 milhões foram apreendidos durante a operação. Os investigados são suspeitos de participação em organização criminosa voltada ao desvio sistemático de recursos públicos de Turilândia.

As decisões detalham a função de cada investigado no esquema que, segundo o Ministério Público, causou prejuízo de mais de R$ 56 milhões aos cofres do município. As irregularidades teriam começado em 2021 e persistido mesmo após a primeira fase da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano. De acordo com o Gaeco, o esquema operava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas eram contratadas pela prefeitura, emitiam notas fiscais sem executar os serviços e devolviam entre 82% e 90% dos valores aos integrantes do esquema, principalmente Paulo Curió.

Turilândia tem cerca de 31,6 mil habitantes e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,536, considerado muito baixo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A receita municipal depende quase integralmente (97,24%) de transferências obrigatórias da União e do Estado. Mais de 40% da população é beneficiária do Bolsa Família, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. O município tem apenas duas escolas de ensino médio, nenhum hospital e saneamento básico que atende apenas 2% da população, ainda segundo dados do IBGE, citados pela magistrada na decisão.

Atual7 procurou Curió e a Prefeitura de Turilândia para posicionamento, mas não houve retorno. A reportagem não conseguiu contato das defesas dos investigados até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Família Curió

Paulo Curió é apontado como líder máximo da organização criminosa. Segundo o Ministério Público, ele era o principal destinatário dos recursos desviados e utilizava sua posição de ordenador de despesas para direcionar licitações e cooptar agentes políticos.

Em menos de cinco anos, o prefeito teria acumulado patrimônio incompatível com sua renda declarada. Os bens citados pelo Gaeco são uma casa no bairro Calhau, em São Luís, avaliada em R$ 3,7 milhões; outra residência em Turilândia, de R$ 1,6 milhão; uma casa em condomínio de luxo em Barreirinhas; e um apartamento no Edifício Al Mare, na capital, de R$ 3,1 milhões, registrado em nome de terceiro.

A esposa do prefeito, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió, que também teve a prisão preventiva decretada, segundo o Gaeco, gerenciava contas da prefeitura e da Câmara Municipal, operacionalizava transferências ilícitas e articulava a compra de imóveis para lavar o dinheiro desviado. Treze dias após a deflagração da Operação Tântalo, o casal constituiu uma nova empresa, a Paraíso Verde Agropecuária Ltda, com capital de R$ 350 mil, supostamente para dar continuidade ao esquema.

O irmão do prefeito, Marcel Everton Dantas Silva, o Marcel Curió, também é citado na investigação. Ele foi prefeito de Governador Nunes Freire, interior do Maranhão, e responde a ação penal por organização criminosa e lavagem de dinheiro naquele município, com prejuízo apurado de R$ 31,8 milhões. O Ministério Público sustenta que a família Curió teria “migrado” de Governador Nunes Freire para Turilândia após as eleições de 2020, quando Marcel perdeu novamente a eleição e Paulo venceu.

Outros familiares aparecem como beneficiários do esquema. O pai do prefeito, Domingos Sávio Fonseca Silva, o Domingos Curió, teria atuado na execução parcial de obras para mascarar a inexecução contratual; a irmã, Taily de Jesus Everton Silva Amorim, teve mensalidades escolares pagas com dinheiro desviado; e a mãe, Angela Maria Ewerton, recebeu R$ 15 mil em transferência determinada pelo prefeito.

Maços de dinheiro empilhados sobre mesa durante contagem em operação do Gaeco do Ministério Público do Maranhão.
Gaeco apreendeu quase R$ 2 milhões em endereços ligados aos investigados.Divulgação/MP-MA

Quem são os 21 alvos de prisão

Prisão preventiva (10 pessoas)

José Paulo Dantas Silva Neto, o “Paulo Curió” (Prefeito)

É apontado como líder máximo da organização criminosa instalada na Prefeitura de Turilândia. Na condição de ordenador de despesas, teria orquestrado fraudes licitatórias, direcionado certames e cooptado agentes políticos. As investigações indicam que ele acumulou patrimônio superior a R$ 10 milhões em menos de cinco anos, incompatível com sua renda declarada. Em conversas interceptadas, discutia abertamente com o operador financeiro Wandson Barros a gestão dos pagamentos ilícitos, a escolha de empresas e a distribuição dos valores desviados. Em um dos diálogos, ao perguntar sobre uma empresa vencedora de licitação de R$ 1,1 milhão, questionou: “Essa é a outra nossa?”, obtendo resposta afirmativa. Já respondia a processo criminal por fatos similares ocorridos em Governador Nunes Freire, onde teria intermediado desvios comandados pelo irmão Marcel Curió.

Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió (Esposa do prefeito)

Integrante do núcleo financeiro da organização criminosa, é apontada como participante ativa nos desvios. Gerenciava contas da Prefeitura e da Câmara Municipal, utilizando-as para pagamento de despesas pessoais da família. Segundo o Relatório de Análise Bancária do Ministério Público, realizava transferências fracionadas para contas de terceiros, incluindo familiares e empresas ligadas ao esquema. Em diálogos interceptados, aparece preocupada com a rastreabilidade dos pagamentos de sua faculdade, feitos diretamente por empresas contratadas pela prefeitura. Também articulava a compra de imóveis como forma de lavar o dinheiro desviado. Recebeu diretamente ao menos R$ 433 mil em transferências de diversos investigados.

Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça (Vice-prefeita)

Substituiu Janaína Soares Lima na chapa majoritária e, segundo o Ministério Público, representou a continuidade da lógica de dominação político-financeira da organização. É sobrinha de Marlon Serrão e filha do ex-prefeito Alberto Serrão. Antes mesmo de assumir o cargo, já indicava empresas para figurarem como destinatárias de recursos desviados. Recebia valores do Posto Turi desde dezembro de 2022, quando nem integrava a chapa eleitoral, o que demonstra vínculo prévio com a organização. Sua permanência na Vice-Prefeitura, segundo a decisão judicial, confere-lhe acesso a informações sensíveis e capacidade de interferir na instrução probatória.

Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva (Esposo da vice-prefeita)

Desempenha função relevante no esquema ao indicar empresas para emissão de notas fiscais frias, com percentuais previamente ajustados entre 12% e 15%. Em conversas interceptadas, aparece atuando conjuntamente com Wandson Barros na operacionalização dos repasses ilícitos, convertendo valores desviados em ativos aparentemente lícitos por meio de pessoas físicas e jurídicas interpostas.

Wandson Jonath Barros (Operador financeiro)

Embora sem cargo formal na prefeitura desde 2021, atuava como “braço direito” do prefeito, recebendo ordens diretas, minutando documentos oficiais e gerenciando toda a logística dos desvios. Recebia 3% dos valores dos contratos fraudados. Utilizava suas empresas — WJ Barros Contabilidade e Agromais Pecuária e Piscicultura — para lavar o dinheiro desviado. Também criou empresas de fachada em nome de “laranjas” para uso exclusivo de Paulo Curió, como a Luminer e Serviços Ltda. Em diálogos interceptados, discutia com o prefeito formas de se resguardar das investigações, incluindo a adulteração de extratos bancários. Um dos registros mostra que, ciente da ilicitude, brincou com um vereador: “vamos logo nós 2 pra cadeia nessa porra kkk”. Teve a suspensão de sua atividade de contador determinada pela Justiça.

Janaína Soares Lima (Ex-vice-prefeita)

Exerceu o cargo de vice-prefeita na gestão anterior e é apontada como integrante do núcleo empresarial da organização. Junto com o marido Marlon Serrão, controlava de fato a empresa Posto Turi Ltda ME, que sozinha recebeu R$ 17,2 milhões da Prefeitura de Turilândia. O casal retinha 10% de cada contrato — chamado de “imposto” nos diálogos —, a pretexto de custear a graduação de Janaína em Medicina. Os 90% restantes eram distribuídos conforme ordens de Paulo Curió e Wandson Barros.

Marlon de Jesus Arouche Serrão (Empresário, marido da ex-vice)

Sócio de fato do Posto Turi, operava diretamente os desvios junto com a esposa Janaína. Mesmo após a Operação Tântalo e o bloqueio judicial das contas da empresa, articulou manobra para retirar valores bloqueados por meio de “depósito reconhecido”, instruindo terceiros sobre como proceder com auxílio de um funcionário do banco. Essa conduta, segundo o Ministério Público, demonstra “ousadia e persistência na prática delitiva”.

Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (Pregoeira)

Presidente da Comissão Permanente de Licitação do município, é apontada como peça-chave no direcionamento de certames. Segundo o Ministério Público, era responsável por direcionar “95% ou mais” das licitações a mando do prefeito. Em conversas interceptadas, aparece se justificando quando uma empresa previamente escolhida não venceu um pregão. Também discutia com Paulo Curió a necessidade de “arrumar a empresa” para publicar editais. Em troca, recebia aumentos salariais, “presentes” e valores em espécie.

Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (Chefe do Setor de Compras)

Auxiliava na gestão financeira dos desvios e na ocultação da inexecução dos contratos. Utilizava sua conta pessoal para pagamentos de fornecedores da prefeitura, promovendo confusão patrimonial entre recursos públicos e privados. Mantinha controle minucioso de pagamentos ilícitos em anotações manuscritas apreendidas em sua residência, incluindo repasses a vereadores. Recebeu R$ 386,5 mil em 47 transferências de investigados. Solicitava parte dos repasses em espécie, por receio de movimentar valores elevados em sua conta. É irmã da vereadora Inailce Lopes, a parlamentar que mais recebeu valores no esquema.

Eustáquio Diego Fabiano Campos (Médico)

Atuava como agiota e na lavagem de capitais. Financiou o prefeito com empréstimos a juros antes do início dos desvios em larga escala e, depois, participou da aquisição de imóveis como interposta pessoa para ocultar o patrimônio de Paulo Curió. Pagou a entrada de R$ 700 mil de uma casa de R$ 3,7 milhões adquirida pelo prefeito. Uma escritura de imóvel de R$ 1,6 milhão foi lavrada em nome de seu irmão, mas destinada ao uso de Paulo Curió, registrada em cartório a 318 km de Turilândia para dificultar rastreamento. Recebeu R$ 905,5 mil em transferências fracionadas do esquema e remeteu R$ 1 milhão à empresa Agromais Pecuária.

Prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica (11 vereadores)

A desembargadora Graça Amorim determinou prisão domiciliar com monitoramento eletrônico a todos os vereadores, proibindo contato com demais investigados e testemunhas. Excepcionalmente, segundo a decisão, os parlamentares podem comparecer à Câmara Municipal em dias úteis, das 8h às 17h, para tratar de assuntos estritamente legislativos. Abaixo, o envolvimento de cada vereador na organização criminosa, segundo o Gaeco.

Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil, Presidente da Câmara)

Recebeu R$ 14,3 mil diretamente em sua conta, de Wandson Barros, do prefeito Paulo Curió e da empresa Luminer. Por intermédio de sua esposa, Natália Sampaio, recebeu mais R$ 44,3 mil. Autorizou que a esposa do prefeito, Eva Dantas, assumisse o controle das contas da Câmara destinadas aos Fundos Municipais. Enviava comprovantes de transferências bancárias da Câmara para a conta tributária da Prefeitura a Wandson Barros, evidenciando que a organização criminosa realizava desvios diretamente por essas operações. Também mantinha “acordos” com o prefeito para aluguel informal de seus caminhões.

Mizael Brito Soares (União Brasil)

Recebeu R$ 122,4 mil em sua conta pessoal, oriundos de empresas contratadas pela prefeitura no esquema de “venda de notas”. Em conversas registradas, o prefeito admitiu que Mizael “pegou dinheiro da Prefeitura”.

Nadianne Judith Vieira Reis (PRD)

Recebeu R$ 75,6 mil diretamente, além de três parcelas de R$ 75 mil, R$ 75 mil e R$ 20 mil via esposo e filhas. Tinha direito a indicar 50 servidores para a folha de pagamento da prefeitura.

Daniel Barbosa Silva (União Brasil)

Recebeu R$ 54,6 mil em sua conta, além de três parcelas de R$ 50 mil em espécie. Tinha direito a indicar comissionados na prefeitura.

Josias Froes (Solidariedade)

Recebeu R$ 11 mil diretamente e mais valores via filho (Walisson). Consta em anotações como destinatário de duas parcelas de R$ 50 mil em espécie. Tinha direito a indicar 15 servidores.

Inailce Nogueira Lopes (União Brasil)

A mais beneficiada entre os parlamentares. Recebeu R$ 110,9 mil por meio de seu esposo e R$ 107,1 mil por intermédio de sua irmã Neime. É também irmã de Gerusa Lopes, chefe do Setor de Compras, que recebeu R$ 386,5 mil. Aparece em registros como destinatária de três parcelas de R$ 50 mil pagas em espécie. Indicava servidores para a folha de pagamento e recebia valores mensais referenciados como “encomendas”.

Carla Regina Pereira Chagas (PRD)

Recebeu R$ 5,6 mil diretamente, oriundos da empresa Luminer, de Wandson Barros e do próprio prefeito. Aparece como beneficiária de três pagamentos em espécie de R$ 50 mil cada. Seu esposo, Isanei Rodrigues Soares, é secretário municipal de Infraestrutura e recebeu R$ 103,3 mil.

José Luís Araújo Diniz, o “Pelego” (União Brasil)

Recebeu R$ 18,6 mil em sua própria conta, valores da empresa Luminer, de Wandson Barros e do prefeito. Consta em anotações apreendidas como destinatário de três parcelas de R$ 50 mil em espécie.

Sávio Araújo e Araújo (PRD)

Recebeu R$ 27 mil em sua conta e R$ 13,6 mil via seu pai, Aldecir Araújo. Consta em anotações como beneficiário de duas parcelas de R$ 75 mil pagas em espécie.

José Ribamar Sampaio (União Brasil)

Recebeu R$ 77,9 mil em sua conta e R$ 127,5 mil por intermédio de quatro filhos. Consta em anotações como destinatário de três parcelas de R$ 66,6 mil em espécie.

Valdemar Barbosa (Solidariedade), vereador licenciado, atual secretário municipal de Agricultura

Recebeu R$ 4,3 mil diretamente e R$ 21 mil via companheira. Consta como destinatário de duas parcelas de R$ 50 mil em espécie. Pedia “gordos presentes” ao esquema.

Atual7

Em nota, Iracema manifesta solidariedade a Weverton…

A presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) manifestou-se nesta sexta-feira, 19, em nota oficial, solidária ao senador Weverton Rocha (PDT), alvo de operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 18.

“Confio que a Justiça esclarecerá os acontecimentos com a serenidade e o rigor próprios do Estado Democrático de Direito”, afirmou a parlamentar.

  • na nota, a presidente da Assembleia destacou a trajetória política do senador pedetista;
  • lembrou também que Weverton Rocha tem atuado uma vida em favor do Maranhão.

“As circunstâncias em anda diminuem a trajetória de compromisso público e dedicação com que o senador tem atuado ao longo de sua vida pública”, reafirmou Iracema Vale.

A NOTA DA PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA, reforçou a confiança na Justiça e no Estado Democrático de Direito

A operação da Polícia Federal não teve o aval da Procuradoria-Geral de Justiça, que considerou “frágeis os indícios contra Weverton Rocha”.

O senador segue a rotina política em Brasília e no Maranhão…

MPF diz que provas contra Weverton são ‘frágeis’: ‘Há mais dúvidas que certezas’

Apesar da deflagração de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT) no bojo da Operação Sem Desconto, trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrário à prisão do parlamentar apontam, pelo menos num primeiro momento, para a falta de provas cabais que envolvam pedetista num esquema.que seria comandado pelo chamado “Careca do INSS.

Ao indeferir o pedido da PF, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou o entendimento da PGR sobre o caso.

Segundo a procuradoria, o “panorama probatório apresentado é assentado em inferências ainda não consolidadas”,

“Até o momento, não se demonstrou vínculo direto entre o parlamentar e execução das condutas ilícitas, nem recebimento de valores ilícitos. O simples fato de ex-assessores terem sido destinatários de valores não autoriza, automaticamente, extensão de responsabilidade ao titular do mandato sem base fática robusta que o vincule”, diz o documento.

A PGR afirma não descartar “eventual prática ilícita”, mas ressalta que, “neste momento, os elementos disponíveis são frágeis para sustentá-la”. E aponta que a própria PF entrou em contradição ao narrar a suposta participação de Weverton no caso.

“A própria narrativa policial oscila: ora atribui ao Senador posição de liderança e comando sobre o esquema; ora relativiza essa premissa, admitindo cuidar-se apenas de influência e inserção em níveis superiores sem atribuição de direção máxima. Neste estágio, há mais dúvidas a esclarecer do que certezas aptas a embasar a medida extrema, mostrando-se prematura a conclusão de que o parlamentar exerceria liderança superior à de Antônio Carlos”.

Após a divulgação do trecho do parecer, o senador do PDT emitiu um novo comunicado,. ressaltando “que a decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que me vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares”.

“Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos. Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida”, afirmou.

Aproximação de Braide com o PT vai esvaziar projeto de Lahesio na região tocantina

Iniciou-se na região Tocantina um movimento ainda  discreto da direita mais alinhada ao bolsonarismo para desembarcar do projeto do Dr. Lahesio Bonfim.  Gente do entorno do pré-candidato tem tentado influenciá-lo a desistir da candidatura ao governo do estado para se lançar candidato ao Senado na chapa do prefeito de São Luís Eduardo Braide, caso esse decida disputar o governo. Mas, o fato mais grave são os rumores de uma  aproximação de Braide com o PT.

O partido de Lahesio, o Novo, desde sua fundação faz oposição ao PT e a Direção da legenda  já deixou claro que não existe qualquer possibilidade de caminhar com  um candidato apoiado pelo Partido dos Trabalhadores. Então, caso Lahesio decida apoiar um candidato que faça  aliança com o PT , ele terá que deixar o Novo e buscar outro partido.

E mesmo que decida deixar o Novo para disputar o Senado  na chapa de Braide, Bonfim não contará mais com  o apoio da Direita Tocantina. E segundo fontes do blog do Marcelo Vieira, o mesmo acontecerá com a candidatura de Eduardo Braide, que também perderá  apoio  de grande parte da direita na região.

Caso essa aproximação  se confirme -mesmo que seja com alguma ala petista- e Lahesio embarque na chapa de Braide  isso seria o fim de sua carreira política. Ainda assim, mesmo que não aceite a aventura, o prejuízo político já existe uma vez que a confiança não é mais a mesma dentro de seu grupo de apoiadores e financiadores.

Vamos aguardar os acontecimentos

Governo Lula manda incluir Fufuca em pesquisa sobre governo do MA…

Após ser citado como opção de terceira via pelo presidente – na conversa de outubro com o governador Carlos Brandão – nome do ministro surge em levantamento mostrado a lideranças maranhenses

NOME DE CONSENSO?!? Fufuca foi citado como opção na conversa de Lula com Brnadão; e incluído em pesquisa do Planalto

Circula entre lideranças do campo lulista no Maranhão, desde a semana passada, uma pesquisa de intenção de votos sobre a corrida eleitoral de 2026 no estado. E entre os dados, um chama a atenção: o Palácio do Planalto mandou incluir o ministro do esporte, André Fufuca, como opção para o Governo do Estado.

Este blog Marco Aurélio d’Eça ouviu a informação de uma liderança do campo progressista com acesso ao governo Lula, e a confirmou com pelo menos outros três personagens ligados ao PT, dentre os quais, alguns que chegaram a ver o levantamento.

  • no cenário em que aparece, Fufuca registrou entre 6% e 12%, de acordo com a fonte ouvida;
  • mas vai a 22% quando citado a partir do termo “ministro apoiado pelo presidente Lula”.

Ainda segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, a inclusão de Fufuca na pesquisa do Planalto tem a ver com a conversa do dia 31 de outubro entre o presidente Lula (PT) e o governador Carlos Brandão (sem partido), noticiada na postagem “‘A curiosidade matou o gato’, diz Brandão a quem pergunta sobre reunião com Lula…”.

Hoje, sabe-se que, em linhas gerais, Lula falou a Brandão o seguinte:

“Já sei que você não aceita o Felipe Camarão (PT); mas o outro lado também não aceita seu sobrinho; o ideal é buscar um nome de consenso”, disse Lula, citando nominalmente o ministro Fufuca, segundo pelo menos cinco lideranças ouvidas por este blog Marco Aurélio d’Eça.

Brandão ficou de ouvir o seu grupo político. Desde então, passou a fomentar ainda mais a campanha do secretário Orleans Brandão (MDB), dando a entender que a proposta do presidente foi rechaçada. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

E agora surgiu a pesquisa do Palácio do Planalto…

Braide lidera em São Luís, mas Orleans lidera no Maranhão

Nova pesquisa do Instituto Econométrica divulgada nesta quarta-feira, 10, volta a apontar o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), como líder na corrida pelo Governo do Maranhão.

De acordo com o levantamento, no primeiro cenário estimulado, o presidente do MDB aparece com 34,7% das intenções de voto. Ele é seguido por Eduardo Braide (PSD), prefeito de São Luís, que tem 27,9%.

Em meados de novembro, o mesmo instituto apontava Orlenas com 33% e Braide com 29,2% (reveja).

Lahesio Bonfim (Novo), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, tem 17,1% e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 8,5%.

Já num cenário sem a inclusão do nome do prefeito de São Luís, os números são ainda melhores para candidato do Palácio dos Leões: 44%.

Nesse caso, Lahesio Bonfim tem 23,7%) e Felipe Camarão, apenas 13,1%.

Sobre a expectativa de vitória, o maior percentual também é o emedebista. Dos entrevistados, 40,3% disseram que acreditam que Orleans será o próximo governador do Maranhão. Já para 24%, quem comandará o estado será Braide. Outros 10,6%, afirmaram que será Lahesio o eleito e 5,5% opinaram dizendo que o governador será Felipe Camarão.

O instituto ouviu 1.365 eleitores nos dias 3 e 6 de dezembro. O levantamento tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

Blog do Gilberto Léda

Braide esconde que comenteu crime para se fazer de vítima e politizar pedido de cassação

  Eduardo Braide: Justiça manda Folha tirar do ar matéria sobre o candidato O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), resolveu reagir de forma cínica à notícia de que um servidor aposentado protoclou na Câmara Municipal um pedido de cassação do seu mandato. Em vídeo nas redes, diz o gestor que adversários querem sua cassação porque ele não aceitou um aumento de salário aprovado pelos vereadores.  A narrativa aém de cínica é mentirosa. O discurso é sedutor. E a reação da fanbase do prefeito mostra que ele acertou na mosca na estratégia. Não há praticamente ninguém que, tendo informações sobre o caso, não esteja enxergando Braide como uma vítima de perseguição. Crime de responsabilidade Ocorre que essa é uma conclusão sob o ponto de vista do markting político-eleitoral. Na seara jurídica, Braide sabe que está cometendo crime de responsabilidade. E que, por isso, está efetivamente suscetível a um processo de impeachment. Em seu vídeo-resposta ao caso, ele não contou toda a verdade. Sim, é verdade que o prefeito foi contra o aumento do seu próprio salário. Como também o é que ele vetou o aumento e depois recorreu à Justiça para barrá-lo quando o Legislativo municipal derrubou o veto. Ocorre que a Justiça considerou que o processo que culminou com a edição da nova lei foi constitucional, e, assim, manteve o reajuste (saiba mais). A gestão municipal teve derrotas tanto no TJ, quanto no STF. Em um dos casos, até mesmo o ministro Flávio Dino negou limnar em reclamação contra o reajuste. Isso Braide não contou. Como também não contou que a lei fixou não apenas o seu próprio subsídio, mas também os de algumas categorias de servidores, como auditores fiscais, auditores de controle interno – os chamados controladores – e médicos. Todos esses têm salários equiparados ao do prefeito. E foi por isso que os vereadores decidiram pelo reajuste, para evitar uma perda de mais de R$ 10 mil por mês para cada um desses trabalhadores. Braide, no entanto, segundo a denúncia apresentada, nunca cumpriu a lei. Está desde o início deste ano pagando o seu próprio salário – e o das outras categorias abrangidas pelo novo dispositivo legal – com base nos valores antigos. E isso é crime de responsabilidade. Passível de impeachment. Sem prejuízo de outras ações no MP e no TCE, por exemplo. Mas isto é assunto para um outro post… Com informações do Blog do Gilberto Léda

Orleans supera Lahésio e consolida polarização com Braide…

Pesquisa nacional do instituto Real Time Big Data mostra o candidato do MDB à frente do candidato do Novo e já a 10 pontos do prefeito de São Luís

A pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 1º mostra o candidato do MDB Orleans Brandão consolidado em segundo lugar na disputa pelo Governo do Estado no Maranhão.

  • Orleans aparece com 25% das intenções de voto, 10 pontos atrás de Braide;
  • o candidato emedebista já supera Lahésio Bonfim em oito pontos percentuais.

A pesquisa do Big Data foi divulgada nesta segunda-feira, 1º pelo portal da rede CNN Brasil; o resultado consolida Orleans como o principal adversário do prefeito de São Luís.

No levantamento, o candidato do PT, vice-governador  Felipe Camarão, aparece com 85 das intenções de voto.

Foram ouvidos 1.200 eleitores maranhenses entre so dias 27 e 28 de novembro.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos…

Blog do Marco Deça

Real Time Big Data: Braide tem 35%; Orleans, 25%

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera uma eventual disputa ao governo do Maranhão em 2026, de acordo com pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data nesta segunda-feira (1º).

No primeiro cenário testado pelo levantamento, Eduardo Braide tem 35% das intenções de voto, contra 25% de Orleans Brandão (MDB), secretário estadual de Assuntos Municipalistas. Na sequência, aparece Lahesio Bonfim (Novo), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, com 19%.

Já o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), assinala 6%. Votos em branco e nulo somam 8%. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Foram ouvidas 1.200 pessoas entre os dias 27 e 28 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.