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Luciano Genésio se reúne com direção nacional do Solidariedade em São Paulo

Encontro fortalece articulação política para 2026

O ex-prefeito de Pinheiro e pré-candidato a deputado federal, Luciano Genésio, cumpriu agenda política em São Paulo, onde participou de uma reunião estratégica na Fundação 1º de Maio, sede nacional do Solidariedade.

O encontro reuniu importantes as principais lideranças da sigla, entre elas o presidente nacional do partido, o deputado federal Paulinho da Força, e o secretário-geral nacional, Luiz Adriano. A reunião teve como foco o alinhamento político e organizacional do Solidariedade com vistas às eleições de 2026, especialmente no estado do Maranhão.

De acordo com Luciano Genésio, a conversa foi marcada pelo diálogo institucional e pela construção de estratégias voltadas ao fortalecimento do partido no Maranhão. O pré-candidato destacou que o momento serviu para avançar no planejamento da legenda, discutir a formação da futura chapa proporcional e alinhar diretrizes políticas para o próximo pleito.

A reunião também reforçou o compromisso do Solidariedade com um projeto político que prioriza o desenvolvimento do Maranhão, mantendo coesão interna e foco em propostas que dialoguem com as demandas da população maranhense. Segundo Luciano, o partido segue unido e organizado, buscando ampliar sua presença no estado de forma responsável e estruturada.

Além disso, o encontro consolidou o apoio do Solidariedade à pré-campanha de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão, dentro de um projeto político que, segundo os dirigentes, visa crescimento econômico, fortalecimento institucional e melhorias sociais para o estado.

Com a agenda em São Paulo, Luciano Genésio reforça sua articulação em nível nacional e amplia o diálogo com a direção partidária, sinalizando alinhamento político e disposição para contribuir com o fortalecimento do Solidariedade no Maranhão e no cenário nacional.

Abacaxi com Leite Condensado e Chocomoça® são os Bolos do Mês da Sodiê em janeiro

 

Rede aposta em dois clássicos do cardápio, além de opções especiais de salgados

Para abrir o ano com uma seleção que contempla diferentes preferências, a Sodiê Doces, maior franquia de bolos artesanais do país, escolheu duas opções do seu cardápio para a campanha de Bolos do Mês de janeiro, o Abacaxi com Leite Condensado (#79) e o Chocomoça® (#98). Ambos sabores ganham desconto durante os 31 dias do mês, nas 400 unidades da rede.

O Abacaxi com Leite Condensado #79 é preparado com massa branca e recheios de mousse branca com abacaxi e leite condensado. A cobertura segue a mesma combinação, finalizada com a fruta. Clássico e muito popular no verão brasileiro, o abacaxi, aliado à leveza da mousse branca, resulta em uma combinação ideal para as altas temperaturas da estação.

Já o Chocomoça® #98 atende ao público que prefere sobremesas mais intensas. Com base de chocolate, o bolo é recheado com leite condensado e mousse, ambos em versões de chocolate. A cobertura reúne mousse, leite condensado e raspas de chocolate ao leite e branco, garantindo um sabor mais encorpado.

Além dos Bolos do Mês, até o dia 31, dois itens do portfólio de salgados também estão com desconto, o mini travesseiro de presunto e queijo e a quiche de palmito, opção assada, que agrada tanto quem busca uma opção sem carne quanto os apreciadores do ingrediente. Práticos e de fácil aquecimento, os salgados são ideais para refeições rápidas ao longo do dia.

Além das sugestões do mês, a Sodiê Doces conta com um cardápio que reúne mais de 80 opções de bolos, incluindo linha Zero Açúcar, receitas caseiras e versão vegana, além de variedade de docinhos, balas de coco, tortas açucaradas, carta exclusiva de cafés, bebidas frias, chocolates Premium e uma linha completa de salgados, fritos e assados, nas versões mini e convencional.

Em São Luís, a loja está localizada na Avenida dos Holandeses, Qda 36, número 4, Bairro Calhau (funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 19h, e aos domingos, das 10h às 14h). Os pedidos podem ser feitos e retirados nas lojas ou no aplicativo Sodiê Doces Oficial, disponível nos dispositivos IOS e Android e via delivery por Whatsapp (98) 3020-7484 e/ou iFood. Mais informações: @sodiesoces.saoluis.

Sodiê Doces – A Sodiê Doces, maior franquia de bolos do país e eleita Franquia do Ano/2024, possui atualmente 400 lojas no Brasil e duas unidades em Orlando, nos Estados Unidos. O cardápio conta com mais de 80 sabores de bolos, linha Zero Açúcar, versões veganas e bolos caseiros, todos elaborados à base de pão de ló e matéria-prima selecionada. A rede também oferece docinhos (tradicionais, finos, belgas e bombons), balas de coco, linha exclusiva de salgados e a linha de chocolates Premium. A empresa fechou 2024 com faturamento de R$ 740 milhões, crescimento de 15% em relação a 2023, e a abertura de 53 novas unidades.

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Caso BRB: “Essa decisão foi exclusiva de Vs Exclência”, respondeu Paulo Velten ao presidente Froz Sobrinho

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, assumiu publicamente nesta quarta-feira (28) a responsabilidade exclusiva pela migração da conta de depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). Em sessão do Órgão Especial, ele ressaltou que a decisão foi tomada com plena consciência, destacou a remuneração recorde da conta e antecipou que a futura gestão do tribunal poderá decidir sobre a continuidade da operação.

Ao mesmo tempo, o desembargador Paulo Velten se colocou à parte da decisão, deixando claro que não compartilha da responsabilidade administrativa.

Durante seu pronunciamento, Froz Sobrinho afirmou:“A decisão foi minha. O risco foi meu. Eu que vou prestar contas ao Tribunal de Contas, ao CNJ, se for o caso.”

O presidente explicou que a mudança para o BRB gerou uma remuneração mensal superior a R$ 13 milhões, cerca de quatro vezes mais do que era recebida anteriormente pelo Banco do Brasil, que mantinha a conta com média de R$ 3 milhões por mês.“Esse dinheiro integra o FERG. É o FERG que paga computadores, materiais e também as indenizações. Eu fiz um compromisso com Vossas Excelências, com os juízes, com os servidores, de garantir o pagamento das indenizações”, destacou.

O desembargador Paulo Velten aproveitou para esclarecer sua posição:“Eu não me sinto responsável por essa decisão. Essa decisão foi exclusiva de Vossa Excelência.”

O presidente reforçou que o convite aos demais membros do Órgão Especial para acompanhar o processo não significava transferência de responsabilidade:“Não é convocação, é convite. Estou convidando Vossas Excelências a participar.”

Eleição e “herança” para a próxima gestão

Froz Sobrinho lembrou que o Tribunal se aproxima da eleição para nova Presidência, com consequente transição da Mesa Diretora e do Órgão Especial:“O contrato não é amarrado com a conta. A nova gestão pode optar por manter ou não.”

A declaração deixa claro que, apesar da centralização do risco na atual gestão, a decisão futura ficará a critério dos novos dirigentes, abrindo espaço para ajustes ou manutenção da estratégia financeira.

Reunião com o BRB

O presidente anunciou ainda que representantes do BRB participarão de reunião presencial com membros do Tribunal no dia 10 de fevereiro, para prestar esclarecimentos técnicos e institucionais sobre a operação financeira

Questionado sobre eventuais riscos da operação, Froz Sobrinho destacou:

“Toda gestão de dinheiro envolve risco. O risco foi meu.”

Sobrinho também citou a experiência de outros tribunais que migraram suas contas para o BRB, como Paraíba, Bahia e Distrito Federal, e afirmou:“Todos estão satisfeitos com a operação.”

Escolha do BRB

Sobre a decisão de escolher o BRB,  Froz Sobrinho explicou que a escolha se deu após reuniões com outras instituições:“Tive três reuniões com o Banco do Brasil. Eles melhoraram, mas não foi suficiente. A Caixa Econômica também apresentou proposta. A melhor opção foi o BRB, banco público, que oferece a melhor remuneração.”

A sessão desta quarta revelou tensão institucional diante da existência de investigações que questionam a credibilidade do BRB. Froz Sobrinho defendeu a operação como medida preventiva, transparente e estratégica, reforçando que o caso seguirá sendo monitorado por auditoria externa e assessorias de governança e conformidade do tribunal.“Até o final da minha gestão, eu pretendo manter essa conta no BRB. A nova gestão decide depois.”

UOL aponta Weverton e Fufuca como candidatos de Lula ao Senado no MA

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Reportagem da UOL fez um levantamento dos políticos que pretendem disputar o Senado com apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições de 2026.

Lula já deixou claro que a sua prioridade nas próximas eleições, além de se reeleger, é ter um senado aliado e para isso tem pedido prioridade na definição das candidaturas, mas o PT enfrenta dificuldades para lançar nomes competitivos nos principais colégios eleitorais do país.

O levantamento aponta que o PT teria pré-candidatos em 18 estados, mas a maioria não desponta como favorito, o que tornaria ainda mais necessária a consolidação de alianças para que Lula pudesse eleger uma boa quantidade de senadores.

No Maranhão, segundo o UOL, os dois nomes de Lula para o Senado, nenhum do PT, seriam o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP).

É aguardar e conferir.

URGENTE! TJ determina intervenção estadual na Prefeitura de Turilândia

A Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) referendou por unanimidade, na manhã desta sexta-feira, 23, liminar proferida pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos determinando intervenção de 180 dias na Prefeitura de Turilândia.

A cidade vem sendo gerida pelo vereador José Luis Araújo Diniz, o “Pelego”, presidente da Câmara Municipal, que figura como investigado na Operação Tânatalo II.

Ele substitui o prefeito, Paulo Curió, e sua vice, Tânia Mendonça, ambos presos preventivamente na mesma ação. O parlamentar, contudo, também está preso, mas em regime domiciliar, com uso de tornozeleira para poder acessar o prédio da Prefeitura.

Acompanharam o voto do relator todos os membros do colegiado: Sebastião Bonfim, Cleones Cunha, Josemar Lopes, Ângela Salazar, Jamil Gedeon, Rommel Cruz e Joscelmo Gomes.

Uma única divergência chegou a ser levantada pelo desembargador Tyrone Silva, que sugeriu uma intervenção de 90, e não de 180 dias. Ele retirou a sugestão, no entanto, após manifestações dos colegas.

Agora, caberá ao governador Carlos Brandão (sem partido) a indicação de um interventor para o Município.

Blog do Gilberto Léda

Prefeito de Turilândia e primeira-dama se apresentam na polícia e descem para Pedrinhas

dias depois da Operação Tântalo II e de ser considerado foragido, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, se apresentou, nesta quarta-feira (24), na Delegacia Geral de Polícia Civil do Maranhão, em São Luís.

Paulo Curió se apresentou juntamente com a primeira-dama, Eva Curió, e a ex-vice-prefeita de Turilândia. Todos foram alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão, que investiga um esquema de desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

Com isso, todos os mandados foram cumpridos com as prisões do prefeito, da vice-prefeita, e todos os vereadores do município que, segundo o Ministério Público, são parte de uma organização criminosa que desviou recursos públicos.

“Na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou através de parentes”, afirmou o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Fernando Berniz.

Após ser preso, Paulo Curió e a vice, Tânia Mendes, serão encaminhados para a Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís, para cumprir prisão preventiva. Já os 11 vereadores tiveram a prisão preventiva convertida para domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.

E  prefeito de Turilândia nunca se manifestou publicamente sobre as graves denúncias.

 

Veja quem são os 21 alvos de prisão da operação do Gaeco que mira prefeito, vice, primeira-dama e todos os vereadores de Turilândia

Paulo Curió e Eva Curió sorriem durante cerimônia de posse em Turilândia. Ele usa terno azul escuro e faixa de prefeito; ela veste roupa clara e tem cabelos castanhos com mechas loiras.

A desembargadora Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão, determinou a prisão preventiva de dez pessoas e a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica de outras 11 na nova fase da Operação Tântalo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público do Maranhão nesta segunda-feira (22).

Entre os principais alvos estão o prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), e sua esposa, a primeira-dama Eva Curió; a vice-prefeita Tanya Mendes (PRD) e o marido dela; a ex-vice Janaína Soares Lima e o marido dela; além de todos os 11 vereadores da cidade, que teriam recebido propinas em troca de apoio político e omissão na fiscalização das contas do Executivo.

Também foi determinado o afastamento cautelar das funções públicas do prefeito, da vice-prefeita, da pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira e da chefe do Setor de Compras, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes. O contador Wandson Jonath Barros, apontado como operador financeiro do esquema, teve a suspensão de suas atividades econômicas decretada. A Justiça ainda autorizou o bloqueio de R$ 22,3 milhões nas contas dos investigados e determinou a suspensão de pagamentos e a proibição de novas contratações com as empresas investigadas.

Ao todo, a Operação Tântalo II cumpriu também 51 mandados de busca e apreensão e mira ainda dez empresas ligadas ao esquema. Quase R$ 2 milhões foram apreendidos durante a operação. Os investigados são suspeitos de participação em organização criminosa voltada ao desvio sistemático de recursos públicos de Turilândia.

As decisões detalham a função de cada investigado no esquema que, segundo o Ministério Público, causou prejuízo de mais de R$ 56 milhões aos cofres do município. As irregularidades teriam começado em 2021 e persistido mesmo após a primeira fase da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano. De acordo com o Gaeco, o esquema operava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas eram contratadas pela prefeitura, emitiam notas fiscais sem executar os serviços e devolviam entre 82% e 90% dos valores aos integrantes do esquema, principalmente Paulo Curió.

Turilândia tem cerca de 31,6 mil habitantes e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,536, considerado muito baixo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A receita municipal depende quase integralmente (97,24%) de transferências obrigatórias da União e do Estado. Mais de 40% da população é beneficiária do Bolsa Família, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. O município tem apenas duas escolas de ensino médio, nenhum hospital e saneamento básico que atende apenas 2% da população, ainda segundo dados do IBGE, citados pela magistrada na decisão.

Atual7 procurou Curió e a Prefeitura de Turilândia para posicionamento, mas não houve retorno. A reportagem não conseguiu contato das defesas dos investigados até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Família Curió

Paulo Curió é apontado como líder máximo da organização criminosa. Segundo o Ministério Público, ele era o principal destinatário dos recursos desviados e utilizava sua posição de ordenador de despesas para direcionar licitações e cooptar agentes políticos.

Em menos de cinco anos, o prefeito teria acumulado patrimônio incompatível com sua renda declarada. Os bens citados pelo Gaeco são uma casa no bairro Calhau, em São Luís, avaliada em R$ 3,7 milhões; outra residência em Turilândia, de R$ 1,6 milhão; uma casa em condomínio de luxo em Barreirinhas; e um apartamento no Edifício Al Mare, na capital, de R$ 3,1 milhões, registrado em nome de terceiro.

A esposa do prefeito, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió, que também teve a prisão preventiva decretada, segundo o Gaeco, gerenciava contas da prefeitura e da Câmara Municipal, operacionalizava transferências ilícitas e articulava a compra de imóveis para lavar o dinheiro desviado. Treze dias após a deflagração da Operação Tântalo, o casal constituiu uma nova empresa, a Paraíso Verde Agropecuária Ltda, com capital de R$ 350 mil, supostamente para dar continuidade ao esquema.

O irmão do prefeito, Marcel Everton Dantas Silva, o Marcel Curió, também é citado na investigação. Ele foi prefeito de Governador Nunes Freire, interior do Maranhão, e responde a ação penal por organização criminosa e lavagem de dinheiro naquele município, com prejuízo apurado de R$ 31,8 milhões. O Ministério Público sustenta que a família Curió teria “migrado” de Governador Nunes Freire para Turilândia após as eleições de 2020, quando Marcel perdeu novamente a eleição e Paulo venceu.

Outros familiares aparecem como beneficiários do esquema. O pai do prefeito, Domingos Sávio Fonseca Silva, o Domingos Curió, teria atuado na execução parcial de obras para mascarar a inexecução contratual; a irmã, Taily de Jesus Everton Silva Amorim, teve mensalidades escolares pagas com dinheiro desviado; e a mãe, Angela Maria Ewerton, recebeu R$ 15 mil em transferência determinada pelo prefeito.

Maços de dinheiro empilhados sobre mesa durante contagem em operação do Gaeco do Ministério Público do Maranhão.
Gaeco apreendeu quase R$ 2 milhões em endereços ligados aos investigados.Divulgação/MP-MA

Quem são os 21 alvos de prisão

Prisão preventiva (10 pessoas)

José Paulo Dantas Silva Neto, o “Paulo Curió” (Prefeito)

É apontado como líder máximo da organização criminosa instalada na Prefeitura de Turilândia. Na condição de ordenador de despesas, teria orquestrado fraudes licitatórias, direcionado certames e cooptado agentes políticos. As investigações indicam que ele acumulou patrimônio superior a R$ 10 milhões em menos de cinco anos, incompatível com sua renda declarada. Em conversas interceptadas, discutia abertamente com o operador financeiro Wandson Barros a gestão dos pagamentos ilícitos, a escolha de empresas e a distribuição dos valores desviados. Em um dos diálogos, ao perguntar sobre uma empresa vencedora de licitação de R$ 1,1 milhão, questionou: “Essa é a outra nossa?”, obtendo resposta afirmativa. Já respondia a processo criminal por fatos similares ocorridos em Governador Nunes Freire, onde teria intermediado desvios comandados pelo irmão Marcel Curió.

Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió (Esposa do prefeito)

Integrante do núcleo financeiro da organização criminosa, é apontada como participante ativa nos desvios. Gerenciava contas da Prefeitura e da Câmara Municipal, utilizando-as para pagamento de despesas pessoais da família. Segundo o Relatório de Análise Bancária do Ministério Público, realizava transferências fracionadas para contas de terceiros, incluindo familiares e empresas ligadas ao esquema. Em diálogos interceptados, aparece preocupada com a rastreabilidade dos pagamentos de sua faculdade, feitos diretamente por empresas contratadas pela prefeitura. Também articulava a compra de imóveis como forma de lavar o dinheiro desviado. Recebeu diretamente ao menos R$ 433 mil em transferências de diversos investigados.

Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça (Vice-prefeita)

Substituiu Janaína Soares Lima na chapa majoritária e, segundo o Ministério Público, representou a continuidade da lógica de dominação político-financeira da organização. É sobrinha de Marlon Serrão e filha do ex-prefeito Alberto Serrão. Antes mesmo de assumir o cargo, já indicava empresas para figurarem como destinatárias de recursos desviados. Recebia valores do Posto Turi desde dezembro de 2022, quando nem integrava a chapa eleitoral, o que demonstra vínculo prévio com a organização. Sua permanência na Vice-Prefeitura, segundo a decisão judicial, confere-lhe acesso a informações sensíveis e capacidade de interferir na instrução probatória.

Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva (Esposo da vice-prefeita)

Desempenha função relevante no esquema ao indicar empresas para emissão de notas fiscais frias, com percentuais previamente ajustados entre 12% e 15%. Em conversas interceptadas, aparece atuando conjuntamente com Wandson Barros na operacionalização dos repasses ilícitos, convertendo valores desviados em ativos aparentemente lícitos por meio de pessoas físicas e jurídicas interpostas.

Wandson Jonath Barros (Operador financeiro)

Embora sem cargo formal na prefeitura desde 2021, atuava como “braço direito” do prefeito, recebendo ordens diretas, minutando documentos oficiais e gerenciando toda a logística dos desvios. Recebia 3% dos valores dos contratos fraudados. Utilizava suas empresas — WJ Barros Contabilidade e Agromais Pecuária e Piscicultura — para lavar o dinheiro desviado. Também criou empresas de fachada em nome de “laranjas” para uso exclusivo de Paulo Curió, como a Luminer e Serviços Ltda. Em diálogos interceptados, discutia com o prefeito formas de se resguardar das investigações, incluindo a adulteração de extratos bancários. Um dos registros mostra que, ciente da ilicitude, brincou com um vereador: “vamos logo nós 2 pra cadeia nessa porra kkk”. Teve a suspensão de sua atividade de contador determinada pela Justiça.

Janaína Soares Lima (Ex-vice-prefeita)

Exerceu o cargo de vice-prefeita na gestão anterior e é apontada como integrante do núcleo empresarial da organização. Junto com o marido Marlon Serrão, controlava de fato a empresa Posto Turi Ltda ME, que sozinha recebeu R$ 17,2 milhões da Prefeitura de Turilândia. O casal retinha 10% de cada contrato — chamado de “imposto” nos diálogos —, a pretexto de custear a graduação de Janaína em Medicina. Os 90% restantes eram distribuídos conforme ordens de Paulo Curió e Wandson Barros.

Marlon de Jesus Arouche Serrão (Empresário, marido da ex-vice)

Sócio de fato do Posto Turi, operava diretamente os desvios junto com a esposa Janaína. Mesmo após a Operação Tântalo e o bloqueio judicial das contas da empresa, articulou manobra para retirar valores bloqueados por meio de “depósito reconhecido”, instruindo terceiros sobre como proceder com auxílio de um funcionário do banco. Essa conduta, segundo o Ministério Público, demonstra “ousadia e persistência na prática delitiva”.

Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (Pregoeira)

Presidente da Comissão Permanente de Licitação do município, é apontada como peça-chave no direcionamento de certames. Segundo o Ministério Público, era responsável por direcionar “95% ou mais” das licitações a mando do prefeito. Em conversas interceptadas, aparece se justificando quando uma empresa previamente escolhida não venceu um pregão. Também discutia com Paulo Curió a necessidade de “arrumar a empresa” para publicar editais. Em troca, recebia aumentos salariais, “presentes” e valores em espécie.

Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (Chefe do Setor de Compras)

Auxiliava na gestão financeira dos desvios e na ocultação da inexecução dos contratos. Utilizava sua conta pessoal para pagamentos de fornecedores da prefeitura, promovendo confusão patrimonial entre recursos públicos e privados. Mantinha controle minucioso de pagamentos ilícitos em anotações manuscritas apreendidas em sua residência, incluindo repasses a vereadores. Recebeu R$ 386,5 mil em 47 transferências de investigados. Solicitava parte dos repasses em espécie, por receio de movimentar valores elevados em sua conta. É irmã da vereadora Inailce Lopes, a parlamentar que mais recebeu valores no esquema.

Eustáquio Diego Fabiano Campos (Médico)

Atuava como agiota e na lavagem de capitais. Financiou o prefeito com empréstimos a juros antes do início dos desvios em larga escala e, depois, participou da aquisição de imóveis como interposta pessoa para ocultar o patrimônio de Paulo Curió. Pagou a entrada de R$ 700 mil de uma casa de R$ 3,7 milhões adquirida pelo prefeito. Uma escritura de imóvel de R$ 1,6 milhão foi lavrada em nome de seu irmão, mas destinada ao uso de Paulo Curió, registrada em cartório a 318 km de Turilândia para dificultar rastreamento. Recebeu R$ 905,5 mil em transferências fracionadas do esquema e remeteu R$ 1 milhão à empresa Agromais Pecuária.

Prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica (11 vereadores)

A desembargadora Graça Amorim determinou prisão domiciliar com monitoramento eletrônico a todos os vereadores, proibindo contato com demais investigados e testemunhas. Excepcionalmente, segundo a decisão, os parlamentares podem comparecer à Câmara Municipal em dias úteis, das 8h às 17h, para tratar de assuntos estritamente legislativos. Abaixo, o envolvimento de cada vereador na organização criminosa, segundo o Gaeco.

Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil, Presidente da Câmara)

Recebeu R$ 14,3 mil diretamente em sua conta, de Wandson Barros, do prefeito Paulo Curió e da empresa Luminer. Por intermédio de sua esposa, Natália Sampaio, recebeu mais R$ 44,3 mil. Autorizou que a esposa do prefeito, Eva Dantas, assumisse o controle das contas da Câmara destinadas aos Fundos Municipais. Enviava comprovantes de transferências bancárias da Câmara para a conta tributária da Prefeitura a Wandson Barros, evidenciando que a organização criminosa realizava desvios diretamente por essas operações. Também mantinha “acordos” com o prefeito para aluguel informal de seus caminhões.

Mizael Brito Soares (União Brasil)

Recebeu R$ 122,4 mil em sua conta pessoal, oriundos de empresas contratadas pela prefeitura no esquema de “venda de notas”. Em conversas registradas, o prefeito admitiu que Mizael “pegou dinheiro da Prefeitura”.

Nadianne Judith Vieira Reis (PRD)

Recebeu R$ 75,6 mil diretamente, além de três parcelas de R$ 75 mil, R$ 75 mil e R$ 20 mil via esposo e filhas. Tinha direito a indicar 50 servidores para a folha de pagamento da prefeitura.

Daniel Barbosa Silva (União Brasil)

Recebeu R$ 54,6 mil em sua conta, além de três parcelas de R$ 50 mil em espécie. Tinha direito a indicar comissionados na prefeitura.

Josias Froes (Solidariedade)

Recebeu R$ 11 mil diretamente e mais valores via filho (Walisson). Consta em anotações como destinatário de duas parcelas de R$ 50 mil em espécie. Tinha direito a indicar 15 servidores.

Inailce Nogueira Lopes (União Brasil)

A mais beneficiada entre os parlamentares. Recebeu R$ 110,9 mil por meio de seu esposo e R$ 107,1 mil por intermédio de sua irmã Neime. É também irmã de Gerusa Lopes, chefe do Setor de Compras, que recebeu R$ 386,5 mil. Aparece em registros como destinatária de três parcelas de R$ 50 mil pagas em espécie. Indicava servidores para a folha de pagamento e recebia valores mensais referenciados como “encomendas”.

Carla Regina Pereira Chagas (PRD)

Recebeu R$ 5,6 mil diretamente, oriundos da empresa Luminer, de Wandson Barros e do próprio prefeito. Aparece como beneficiária de três pagamentos em espécie de R$ 50 mil cada. Seu esposo, Isanei Rodrigues Soares, é secretário municipal de Infraestrutura e recebeu R$ 103,3 mil.

José Luís Araújo Diniz, o “Pelego” (União Brasil)

Recebeu R$ 18,6 mil em sua própria conta, valores da empresa Luminer, de Wandson Barros e do prefeito. Consta em anotações apreendidas como destinatário de três parcelas de R$ 50 mil em espécie.

Sávio Araújo e Araújo (PRD)

Recebeu R$ 27 mil em sua conta e R$ 13,6 mil via seu pai, Aldecir Araújo. Consta em anotações como beneficiário de duas parcelas de R$ 75 mil pagas em espécie.

José Ribamar Sampaio (União Brasil)

Recebeu R$ 77,9 mil em sua conta e R$ 127,5 mil por intermédio de quatro filhos. Consta em anotações como destinatário de três parcelas de R$ 66,6 mil em espécie.

Valdemar Barbosa (Solidariedade), vereador licenciado, atual secretário municipal de Agricultura

Recebeu R$ 4,3 mil diretamente e R$ 21 mil via companheira. Consta como destinatário de duas parcelas de R$ 50 mil em espécie. Pedia “gordos presentes” ao esquema.

Atual7

Em nota, Iracema manifesta solidariedade a Weverton…

A presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) manifestou-se nesta sexta-feira, 19, em nota oficial, solidária ao senador Weverton Rocha (PDT), alvo de operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 18.

“Confio que a Justiça esclarecerá os acontecimentos com a serenidade e o rigor próprios do Estado Democrático de Direito”, afirmou a parlamentar.

  • na nota, a presidente da Assembleia destacou a trajetória política do senador pedetista;
  • lembrou também que Weverton Rocha tem atuado uma vida em favor do Maranhão.

“As circunstâncias em anda diminuem a trajetória de compromisso público e dedicação com que o senador tem atuado ao longo de sua vida pública”, reafirmou Iracema Vale.

A NOTA DA PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA, reforçou a confiança na Justiça e no Estado Democrático de Direito

A operação da Polícia Federal não teve o aval da Procuradoria-Geral de Justiça, que considerou “frágeis os indícios contra Weverton Rocha”.

O senador segue a rotina política em Brasília e no Maranhão…

MPF diz que provas contra Weverton são ‘frágeis’: ‘Há mais dúvidas que certezas’

Apesar da deflagração de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT) no bojo da Operação Sem Desconto, trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrário à prisão do parlamentar apontam, pelo menos num primeiro momento, para a falta de provas cabais que envolvam pedetista num esquema.que seria comandado pelo chamado “Careca do INSS.

Ao indeferir o pedido da PF, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou o entendimento da PGR sobre o caso.

Segundo a procuradoria, o “panorama probatório apresentado é assentado em inferências ainda não consolidadas”,

“Até o momento, não se demonstrou vínculo direto entre o parlamentar e execução das condutas ilícitas, nem recebimento de valores ilícitos. O simples fato de ex-assessores terem sido destinatários de valores não autoriza, automaticamente, extensão de responsabilidade ao titular do mandato sem base fática robusta que o vincule”, diz o documento.

A PGR afirma não descartar “eventual prática ilícita”, mas ressalta que, “neste momento, os elementos disponíveis são frágeis para sustentá-la”. E aponta que a própria PF entrou em contradição ao narrar a suposta participação de Weverton no caso.

“A própria narrativa policial oscila: ora atribui ao Senador posição de liderança e comando sobre o esquema; ora relativiza essa premissa, admitindo cuidar-se apenas de influência e inserção em níveis superiores sem atribuição de direção máxima. Neste estágio, há mais dúvidas a esclarecer do que certezas aptas a embasar a medida extrema, mostrando-se prematura a conclusão de que o parlamentar exerceria liderança superior à de Antônio Carlos”.

Após a divulgação do trecho do parecer, o senador do PDT emitiu um novo comunicado,. ressaltando “que a decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que me vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares”.

“Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos. Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida”, afirmou.

Aproximação de Braide com o PT vai esvaziar projeto de Lahesio na região tocantina

Iniciou-se na região Tocantina um movimento ainda  discreto da direita mais alinhada ao bolsonarismo para desembarcar do projeto do Dr. Lahesio Bonfim.  Gente do entorno do pré-candidato tem tentado influenciá-lo a desistir da candidatura ao governo do estado para se lançar candidato ao Senado na chapa do prefeito de São Luís Eduardo Braide, caso esse decida disputar o governo. Mas, o fato mais grave são os rumores de uma  aproximação de Braide com o PT.

O partido de Lahesio, o Novo, desde sua fundação faz oposição ao PT e a Direção da legenda  já deixou claro que não existe qualquer possibilidade de caminhar com  um candidato apoiado pelo Partido dos Trabalhadores. Então, caso Lahesio decida apoiar um candidato que faça  aliança com o PT , ele terá que deixar o Novo e buscar outro partido.

E mesmo que decida deixar o Novo para disputar o Senado  na chapa de Braide, Bonfim não contará mais com  o apoio da Direita Tocantina. E segundo fontes do blog do Marcelo Vieira, o mesmo acontecerá com a candidatura de Eduardo Braide, que também perderá  apoio  de grande parte da direita na região.

Caso essa aproximação  se confirme -mesmo que seja com alguma ala petista- e Lahesio embarque na chapa de Braide  isso seria o fim de sua carreira política. Ainda assim, mesmo que não aceite a aventura, o prejuízo político já existe uma vez que a confiança não é mais a mesma dentro de seu grupo de apoiadores e financiadores.

Vamos aguardar os acontecimentos