Câmara municipal empossa vice-prefeito na cidade de Anajatuba…

A Câmara Municipal de Anajatuba empossou na manhã desta sexta-feira, 21, Sydnei Costa Pereira (na foto abaixo) para o comando do Executivo Municipal, após o prefeito Helder Lopes Aragão ter sido afastado liminarmente do cargo na última sexta-feira (14).

Aragão foi mais um prefeito maranhense a sujar a imagem do estado ao aparecer na mídia nacional envolvido em esquema de desvios de recursos, de acordo com investigação feita pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO).

Helder Argão, no entanto, está tentando todos os recursos possíveis, impossíveis e improváveis para voltar ao cargo. No campo jurídico, o prefeito afastado impetrou Agravo de Instrumento para tentar voltar a “mamar nas tetas”.

Segundo informações, o recurso jurídico andou mais veloz do que Michael Schumacher quando disputava e ganhava todas na Fórmula 1.

O juiz Luiz Gonzaga Almeida Filho, da 8ª Vara Cível da Comarca de São Luís, substituto do desembargador Jaime Ferreira de Araújo, será o relator do Agravo de Instrumento impetrado pelo prefeito afastado, que deverá ser julgado ainda hoje.

Para alento da sociedade e do bom andamento do julgamento, sabe-se, pelo menos, da boa conduta do juiz Luiz Gonzaga, que, muito provavelmente, não se deixará levar por “pressões” de todas as “ordens”.

Relembre o caso

Helder Aragão é investigado a partir de contratos do Município de Anajatuba com as empresas A4 Entretenimento, M.R. Comércio e Serviços, Vieira e Bezerra LTDA, Construtora Construir.

Ao realizar diligências, o Ministério Público constatou que as empresas existiam somente no papel. Algumas estavam fechadas ou indicavam endereços residenciais de pessoas que não conheciam o proprietário da empresa. Outras empresas vencedoras das licitações funcionavam sem qualquer estrutura.

Para aprofundar as investigações, o Ministério Público pediu e o Tribunal de Justiça deferiu medidas cautelares que possibilitaram o oferecimento da ação penal, com provas concretas dos fatos.

Segundo a denúncia, o “núcleo empresarial” do esquema operava por meio de empresas de fachada, com sócios-laranjas que participavam de licitações previamente acertadas com a administração municipal. O dinheiro era dividido entre os chefes da organização e os agentes públicos.

GI Portal

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